| Cultura por João Pereira da Silva (Quadricultura – Associação cultural) |
| Em quase todas as épocas, quero crer, os artistas eram por missão ou vocação, arautos de um destino. Eram por força da sua arte, alguém que bulia com os sentidos das pessoas, que mexia com as consciências. No fundo, que abanava estados de alma. Nos tempos que correm, será que é ainda missão dos artistas mexer com qualquer coisa? Vem este intróito a propósito de um ensaio tornado livro e que me veio recentemente à memória, “A arte, o artista e a sociedade” de autoria de Álvaro Cunhal, editado em 1996 pela Caminho. Duma forma sintética, Cunhal dizia que o artista e a sua arte têm uma função social e política na sociedade. Colocava a tónica numa dimensão contrapontística, entre a ética e a estética, na contínua dicotomia entre o Belo e o seu valor estético e a realidade social na obra de arte. A arte como forma de intervenção na sua inesgotável diversidade, e que …”Constitui também um direito à liberdade que um artista parta à descoberta de novos valores formais (da cor, do volume, da musicalidade, da linguagem) com o propósito de os tornar adequados e capazes de levar à sociedade, ao ser humano em geral, uma mensagem de alegria ou de tristeza, de solidariedade ou de protesto, de sofrimento ou de revolta, em qualquer caso, como é de desejar, de optimismo e de confiança no ser humano e no seu futuro”. (da obra, pg. 21) “Arte é liberdade. É imaginação, é fantasia, é descoberta e é sonho. É criação e recriação da beleza pelo ser humano e não apenas imitação da beleza que o ser humano considera descobrir na realidade que o cerca". (pg.201) “ (...) É bom que jamais percam a necessidade e o gosto de escrever, de pintar, de tocar um instrumento, de mesmo em silêncio, sem assim se chamarem, continuarem a ser artistas". (pg.202) Na voracidade das sociedades contemporâneas e capitalistas, por ditames “superiores”, parte significativa do que se convencionou chamar de arte, virou outra coisa. Virou produto. Algo que é feito para se comprar e ser consumido. E será que toda a arte é assim? Serão todos os artistas uns vendilhões? Ou há produtos que se vendem e que nada têm que ver com arte? Ainda que os livros, os discos, os filmes, as peças de teatro, sejam para ser vendidos, será toda a arte somente um produto? Ou ainda, fará sentido dizer como José Mário Branco que a cantiga é uma arma, ou como Manuel Alegre que o poema é de combate! Numa visão de esquerda mais militante, seguramente que sim. Numa visão diametralmente oposta, claro que não. Apesar de tudo, ainda que as sociedades sejam de mercado, onde tudo se compra e tudo se vende, há ainda artistas que vão contra a corrente. Há ainda uma arte que não cede ao establishment. Quero acreditar que a poesia é uma dessas “regiões”, onde a impenetrabilidade das regras de mercado, é lei. E assim é certamente para outras formas de arte. A arte é, por sinónimo, exaltação de sentimentos. De mensagens, directas ou subliminares. Há coisas que lemos, ouvimos, vemos e que com a mais cândida das expressões dizemos: - “Isto é o que eu penso. Isto é o que sinto. Mas curioso, não era capaz de o fazer. Agora que vejo feito, parece-me simples”. E esta é também a magia da arte. De tornar simples ou visível o que não vemos, ou não nos apercebemos num primeiro olhar. Por isso a arte é sempre reflexiva. E quando assim não é, é porque a sua dimensão vai para lá da reflexão e ultrapassa o onírico ou o transcendente. Quero por isso acreditar, que ainda há arte que é feita de paixão. De momentos em que o artista “transpira” somente o seu estado de alma. Em que mergulha no mais profundo da sua sensibilidade e exterioriza o que o comum dos mortais percebe mas que jamais conseguiria fazer. A este estádio devemos chamar arte. E ao seu autor – o artista. |
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A arte e o artista na sociedade
ARTE E SOCIEDADE
A dimensão global da arte possibilita que, por seu intermédio, diferentes dimensões humanas possam se expressar e ser investigadas. Se de um lado o histórico e o cultural estão presentes, ao mesmo tempo as questões do mundo psíquico e filosófico também interrelacionam - se. Este conceito de arte, faz com que ela seja considerada um caminho para a interdisciplinaridade.
Para alguns autores, como Ernst Fischer (1981), “a arte é uma necessidade social... e não pode desaparecer do convívio humano sem prejuízo para a humanidade.” Herbert Head (1992) diz que “antes de ser social a arte é uma necessidade biológica...o artista não pode renunciar a sua prática, nem o público ao seu convívio sem prejuízo.” Sendo assim, a arte faz parte da sociedade e é patrimônio de todos, que devem conhecê-la, fruí-la e por que não fazê-la. Plekhanov destaca que a arte “deve contribuir para desenvolver o conhecimento humano e melhorar a estrutura da sociedade” (1997, p.1).
Ao adentrar – se na complexidade do universo da arte, o indivíduo com necessidades educacionais especiais pode trabalhar os seus sentimentos em relação à sociedade, que, na maioria das vezes, o discrimina ou segrega, devido aos preconceitos e ao estigma. O trabalho com arte é capaz de transformá-lo em um ser humano socialmente ativo, com uma auto - estima positiva e uma função social determinada.
Estudos têm demonstrado como a arte poderá ser deflagradora do potencial latente em cada pessoa, por meio do desenvolvimento da imaginação, da criatividade e de suas potencialidades. Ela enriquece a realidade historicamente construída, tornando-a cada vez mais humana.
Para alguns autores, como Ernst Fischer (1981), “a arte é uma necessidade social... e não pode desaparecer do convívio humano sem prejuízo para a humanidade.” Herbert Head (1992) diz que “antes de ser social a arte é uma necessidade biológica...o artista não pode renunciar a sua prática, nem o público ao seu convívio sem prejuízo.” Sendo assim, a arte faz parte da sociedade e é patrimônio de todos, que devem conhecê-la, fruí-la e por que não fazê-la. Plekhanov destaca que a arte “deve contribuir para desenvolver o conhecimento humano e melhorar a estrutura da sociedade” (1997, p.1).
Ao adentrar – se na complexidade do universo da arte, o indivíduo com necessidades educacionais especiais pode trabalhar os seus sentimentos em relação à sociedade, que, na maioria das vezes, o discrimina ou segrega, devido aos preconceitos e ao estigma. O trabalho com arte é capaz de transformá-lo em um ser humano socialmente ativo, com uma auto - estima positiva e uma função social determinada.
Estudos têm demonstrado como a arte poderá ser deflagradora do potencial latente em cada pessoa, por meio do desenvolvimento da imaginação, da criatividade e de suas potencialidades. Ela enriquece a realidade historicamente construída, tornando-a cada vez mais humana.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
o workshop -O Conselho de todos os seres
o workshop o Conselho de todos os seres é um ritual e também uma serie de exercicios no qual as pessoas vão falar em nome de uma outra forma de vida numa expressão espontânea que visa aumentar a consciência da nossa interdependência no organismo vivo da Terra, serve também para nos ajudar a reconhecer e dar voz ao sofrimento do nosso mundo e para nos ajudar a experimentar a força da nossa interconexão com toda a vida . O Conselho de todos os seres não envolve canalização nem metamorfose ou qualquer capacidade além da imaginação .e da criatividade
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Desenho para casos especiais
Aulas( em tratamentos especiais) de desenho para pessoas afectadas por derrame cerebral, mal de Alzaimer, perda de memória e outras doenças que atingem o cerebro.
Mais informações contactar 966668781
Mais informações contactar 966668781
sábado, 27 de agosto de 2011
Os 11 princípios do espírito ecológio
1. A Fonte da Natureza é o espírito
2. A Natureza não é um acidente. Tem significado, significância e propóssito
3. Alguns aspectos da Natureza são invisíveis.
4. A Natureza é parte de um todo maior, além do tempo e do espaço.
5. A Beleza da Natureza tem valor intrínseco.
2. A Natureza não é um acidente. Tem significado, significância e propóssito
3. Alguns aspectos da Natureza são invisíveis.
4. A Natureza é parte de um todo maior, além do tempo e do espaço.
5. A Beleza da Natureza tem valor intrínseco.
6. O que preserva a beleza e a harmonia da Natureza é bom. O que a destrói é ruim.
7. Todos os animais, plantas e paisagens são sagrados.
8. Todas as criaturas tem direitos iguais à auto-realização
9. O mundo interior é parte da Natureza.
10. Devemos celebrar a criação com música, dança, arte, poesia e contos.
11. A ciência é uma ferramenta indispensável para adquirir conhecimento da Natureza. Mas o "ciencismo" (a crença de que a ciência é a ÚNICA fonte de sabedoria) é uma filosofia perigosa e desvirtuada.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A importância da arte para a socialização
A importância da arte para a socialização |
Alexsandro Rosa Soares Graduando em Letras pelas Faculdades Integradas Padre Humberto. Graduado |
O mundo é grande e cabe Nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar. CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Quero iniciar este artigo dizendo que é um privilegio ser um educador por formação. É um privilégio poder fazer parte de uma classe profissional desvalorizada, jogada ao relento por nossos governantes, mas que ao mesmo tempo, por si só, se faz indiscutivelmente importante para o desenvolvimento de uma nação. Digo isso porque ser verdadeiramente educador é um privilégio de poucos. Enquanto educadores, seremos o que quisermos. Também me espanto quando faço uma reflexão sobre o poder que temos em nossas mãos na direção da vida social de cada aluno que passa por nossa sala de aula. Não lhe dá medo? Saber que você é um dos responsáveis pela índole do ser humano que teremos no futuro. Saber que sempre seremos lembrados como aquele professor...aquele, sabe?! Dentro dessa filosofia, me vem em mente como é importante e proveitosa, a socialização desse ser humano através da "arte" enquanto recurso para a humanização do processo educacional. A união destas duas vertentes, arte e educação, proporcionam a prática verdadeira do que é declarado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional no seu artigo 3.º, dos princípios e fins da educação nacional, respeitar, valorizar e garantir ao educando uma formação completa de conteúdos práticos em sua existência. A arte humaniza, e se ela humaniza, precisamos mais do que nunca, da sua utilização no meio educacional e mais ainda na sociedade de modo geral. Pois se temos consciência de que a educação é a base estrutural, juntamente com a família, de uma sociedade plena, também temos consciência de que precisamos, cada dia mais, de pessoas comprometidas com o tema da humanização dos indivíduos. Humanizar no sentido completo e pleno da palavra. Mais do que oferecer aos indivíduos condições de vivência, de sobrevivência, dar a eles a oportunidade de serem quem realmente são, com toda a sua individualidade e peculiaridades. Temos certeza de que o poder da palavra é fatal, e é por isso que escrevemos. Escrevo porque penso, e se penso, logo existo. Será? Precisamos assumir nossa participação enquanto sujeitos coadyuvantes na produção do saber e conseqüentemente alertar os alunos de que eles mesmo são os protagonistas desse processo. A arte nos proporciona isso, a "intimidade" entre os participantes do paradigma ensino-aprendizagem. Segundo Luzia de Maria (1998, p. 59), o que a arte busca é justamente preservar a integridade dos homens, prover cada "ser" do alimento necessário para que nele se concretize o sentido de "humano". E se a busca é pela humanização, mais do que justo será unir arte e educação para que nosso mundo seja melhor. Pode parecer que estou tentando escrever um artigo de auto-ajuda, cheio de crenças infundadas e de utopias, mas minha intenção não é essa, senão fazê-lo acreditar que somente as pessoas envolvidas no desenvolvimento da sociedade, sejam de que segmento for (família, amigos, educadores, sociólogos, etc.), podem mudar essa história. Enquanto continuarmos privilegiando coisas inúteis para o crescimento sócio-cultural dos alunos, estaremos contribuindo para a mesmice em que o nosso mundo se encontra. Das mesmas salas de aula que saem até hoje os políticos corruptos, os menores do tráfico, os bandidos perigosos, podem sair seres verdadeiramente humanos, comprometidos com "o outro", que nada mais é do que nosso auto-reflexo. Precisamos compreender a significação de um silêncio, ou de um sorriso ou de uma retirada da sala (Freire, p. 97), precisamos através da sensibilidade, ver através de atitudes e ações, oportunidades de acertos e de vidas melhores, e para isso podemos contar com a contribuição da arte. Desde muito tempo a arte nas escolas públicas e particulares é trabalhada de forma inadequada, proporcionando um distanciamento dos alunos das obras, e, conseqüentemente, deixando escapar de suas mãos a oportunidade de entender, admirar e refletir sobre o pensamento do outro (o artista). Para se trabalhar com a Arte é necessário promover um diálogo entre o expectador e a obra. Fazê-lo entender, analisar, observar, perceber, distinguir, criticar e apreender o sentido da expressão relatada pelo autor. Escrevo porque sinto e me permito, por ser um admirador da arte como mais do que uma simples expressão artística, como simplesmente prazer cultural, um objeto de reivindicação, como recurso de educação, de reflexão, de sentimentos guardados e escondidos de si mesmo. É imperdoável que o sistema de ensino atual escamoteie a Arte por debaixo de uma "língua portuguesa" tradicionalista, que visa sempre ao consumo de regras sem sentido para a vida social dos nossos futuros cidadãos. Colocar a Arte como um instrumento sub-importante em meio ao monstruoso mundo de regras gramaticais é um pecado mortal. Afirmo, veemente, que a arte é disciplina para ser trabalhada separadamente, promovendo um conhecimento verdadeiro do que é "ser humano". Seja através da poesia, da música, da pintura, da fotografia, enfim, seja de que forma for, é imprescindível que se reavalie o ensino da arte na educação para que possamos contar com pessoas mais gentis num futuro não tão longínquo. Bibliografia MARIA, Luzia de (2002): Drummond um olhar amoroso. Rio de Janeiro, Léo Christiano Editorial. PILETTI. Nelson (2001): Estrutura e funcionamento do ensino fundamental. Rio de Janeiro, Ed. Ática. FREIRE, Paulo (1996): Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro, Paz e Terra S/A. |
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Atelier Criativo e de expressão
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Atelier Criativo e de expressão
Aulas
Pintura Espontânea
Arte da conquista interior técnicas especiais de desenho e pintura apropriados para estimular o lado direito do cérebro,
Trespassar as portas do palpável e seguir em busca da própria razão da existência , e da harmonia do aqui e agora , expressando nosso mundo interno, por meio da criação e da imaginação
O contacto com essa nossa realidade interior surge ao final, num trabalho de prospecção que mobiliza todos os sentidos
Objectivos:
:
-Desenvolver competências técnicas , artísticas e criativas
.Desenvolvimento da memoria visual
-relaxamento
-expressão emocional criativa
Lena Gal Artista Plástica Educadora Expressiva
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